Os grupos de risco (os imuno-deprimidos, os doentes crónicos, a população idosa e outros em condições igualmente vulneráveis) são uma camada da população que está particularmente susceptível à doença COVID-19, causada pelo novo coronavírus.

O primeiro projeto da Helping Hand Portugal surgiu com vista a ajudar pessoas deste grupo. São voluntários, que dão as mãos e o coração, num momento em que o distanciamento é a nossa melhor arma contra esta pandemia. Uma pandemia que a qualquer momento pode levar os nossos mais queridos.

Por esse motivo organizámo-nos. Pensámos. Debatemos. “Como é que vamos chegar a tanta gente ao mesmo tempo? Qual é a melhor forma de ajudar-mos os que tanto precisam?”.

A resposta não demorou a chegar. Na verdade, a onda de solidariedade que caracteriza o nosso povo ajudou-nos a navegar nessa incerteza. E por esses mares, já nós antes navegámos.

Começámos por casa. O imediato, o aqui, o agora. Alguns de nós agora temos esse privilégio e essa responsabilidade: de cuidar dos nossos. Os que cuidaram de nós a vida toda precisam agora de quem os proteja.

Por isso, na nossa equipa, as idas ao supermercado, à padaria, as idas aos hospitais e as idas às farmácias rapidamente encontraram espaço no nosso calendário quase vazio. E nós, os jovens e adultos saudáveis, calçámo-nos de zelo e vestimo-nos de serviço. Saímos porta fora e pensámos: e se todos em Portugal fizessem assim? E se os mais novos pudessem ajudar os mais velhos, os incapazes, os mais limitados?

Das perguntas às respostas foi rápido: sabíamos que colocar as comunidades locais (os vizinhos e as empresas de cada região) ao serviço do seu próximo que não pode sair do isolamento se traduziria em mais apoio, com mais mão de obra e em maior escala. Se cada um decidir contribuir, todos estaremos a contribuir.

A própria natureza da pandemia requer que o papel de cada um seja o de #FicarEmCasa, para beneficiarem todos. Da mesma forma, o espírito de ajuda e voluntariado de cada um é o que fará a diferença nestas assistências um pouco por todo o país.

Estamos por isso a desenvolver uma solução que permitirá fazer uma gestão mais simplificada dos ajudantes, e a monitorizar interações entre ajudantes e os grupos de risco suportados. A mesma vai permitir ainda a sinalização de pessoas dentro deste grupo.

Entretanto se quiseres ser voluntário no teu prédio, na tua rua, no teu bairro ou no teu município e ajudar os teus vizinhos ou a tua comunidade de forma responsável, podes fazê-lo da seguinte maneira:

  1. Descarrega os nossos cartazes AQUI.
  2. Afixa os cartazes à entrada do teu prédio, ou num outro local visível da tua vizinhança.
  3. Segue as recomendações de segurança para prevenir contaminação e explica-as às pessoas que vais apoiar.
  4. Definam formas de se protegerem de eventuais burlas (horários, frases únicas de contacto, etc.)
  5. Por fim, mostrem que não é só o vírus que se espalha – a solidariedade também!

A Helping Hand decidiu que aquilo que nos une é mais forte do que o que nos separa. E mesmo sem mãos, podemos tocar a vida de muitas pessoas.

Junta-te a nós!